IPTV

TELEVISÃO POR IP – IPTV

A televisão, ganha destaque principal na indústria, quando se referimos ao entretenimento. Neste cenário analisamos o avanço das tecnologias para TV, os milhões de euros gastos e a análise técnico-econômica indispensável à introdução dos serviços de IPTV, bem como os serviços prestados pelos provedores de telecomunicação, produtores de conteúdos e órgãos regulamentadores. O método apresentado gera subsídios para se identificar as condições favoráveis para a economia e integração que os serviços IPTV tende a oferecer. No ponto de vista tecnológico o IPTV representa, no entanto, um grande desafio aos provedores de telecomunicação e provedores de conteúdo, partindo do mundo analógico até mais recentemente mundo digital.

Desde o inicio a Televisão sempre apresentou maiores dificuldades técnicas ao se implantar novas tecnologias, com base nesses desafios que as operadoras de telecomunicação consistem em prover os serviços de televisão, utilizando as já existentes redes IP. Embora hoje possam existir diversas tecnologias baseadas na rede IP para a transmissão de vídeo e televisão, a solução de IPTV incidirá sobre os sistemas para distribuição de televisão diretamente (Live stream), garantindo ótima qualidade através das redes IP dos provedores de telecomunicações. Em resumo o serviço de televisão por IP é a forma de agregar vídeo, voz e segurança, através das existentes redes IP, permitindo o trafego dos sinais televisivos através dos protocolos baseado na rede IP dos provedores de telecomunicação. O fortalecimento do IPTV vem ganhando força se baseando no seu conteúdo, fornecido com alta qualidade, entregue via streaming (fluxo continuo de voz e imagem).

O IPTV é uma plataforma baseada em hardware e software, no seu ambiente operacional podemos acessar e gerar simultaneamente informações para utilização em vídeo conferência ensino a distância (EAD), capacidade de transportar vídeos pré-gravado através de equipamentos como Blue Ray, câmeras digitais, filmadoras, DVDs e até tecnologias ultrapassadas como VHS, realizar enquetes em tempo real com saídas em forma gráfica, utilizar quadros digitais com possibilidades de interação de usuários em uma mesma sessão, utilizar chats públicos para troca de informações privadas, selecionar e escolher uma programação especifica através de VOD (video on demand) vídeos sob demanda, etc.

A tecnologia IPTV permite a oferta de serviços convergentes utilizando à infra estrutura da rede IP convergente. O conceito do binômio IP+TV se referencia à convergência multimídia: dados, voz, vídeo e segurança. Usufruíndo da grande capacidade das redes de banda larga o IPTV tem o objetivo de oferta de uma grande dose de interatividade, atendendo aos requisitos de entretenimento dos usuários domésticos, os mesmos que procuram cada vez mais por serviços diferenciado, individualizado e personalizado, escolhendo quando e o que assistir, usufruíndo da convergência do sistema televisivo com a internet. A figura 1.0  ilustra a convergência dos serviços de dados, voz, imagem e segurança, denominados como – quadri play.

Figura 100 - Quadri-Play

Figura 1.0 : Convergência dos serviços de dados, voz e vídeo.

O conceito de televisão por IP vem gerando oportunidades de negócios aos provedores de telecomunicações, que dispõem com a tecnologia IPTV e a infra estrutura das redes IP a agregação dos serviços de entretenimento. Os provedores de telecomunicações vêm empregando novas funcionalidades às redes de banda larga, tornando veiculo não somente aos acessos a internet ou trafego de voz sobre IP (voice over ip – VOIP), mais também para assistir televisão. Denominamos essa viabilidade servida pelos provedores como (digital home convergence – DHC).

ENQUADRAMENTO

Com a grande demanda do uso do IPTV (internet protocol television) e também do trafego de voz sobre o protocolo IP (VOIP), as redes baseadas no protocolo IP tende a sofrer grandes crescimentos e migrações de tecnologia, expandindo o mercado tecnológico e criando novas oportunidades.

O IPTV hoje é visto como o futuro dos sinais televisivos, sem distinção (móvel ou fixo), aonde os provedores de acesso e produtores de conteúdo vem investindo pesado na tecnologia, rentabilizando as suas redes de transmissão, tornando-se competitivos no mercado tecnológico. É neste cenário que enquadramos o IPTV como a televisão do futuro.

OBJETIVOS

O IPTV vem crescendo de forma extraordinária, porém ainda o que é visto, são que os provedores de acesso e conteúdo e os fornecedores não compartilham os seus conteúdos, o objetivo da nossa monografia é ilustrar o serviço de IPTV e suas tendências, aplicando os conceitos existentes, os direitos de uso, formas de transmissão, políticas de privacidade, segurança, os protocolo e conceitos envolvido nesta área com o foco a abrir novos horizontes, planejando e estruturando um framework para os conteúdos de televisão pessoal, onde o telespectador (usuário) torna-se peça chave na análise de arquitetura.

Com o cenário IPTV o usuário poderá optar por canais exclusivos e criar a sua própria programação, agregando serviços exclusivos fornecido pelos provedores, como é o caso do conceito VOD (video on demand) vídeo sob demanda. O IPTV tem a sua arquitetura desmembrada em três partes (usuários, provedores de acesso e produtores de conteúdo).

  • Usuário – os clientes são os beneficiados dos serviços de produção e distribuição dos conteúdos recebendo de forma exclusiva ou não os serviços providos pelo serviço de IPTV diretamente in home.
  • Provedores de acesso – tem o objetivo de levar até o usuário final todo o conteúdo requisitado, através das infra estruturas da rede IP, associando serviços entre vários agregadores. As redes de acesso se diversificarão entre novas e antigas tecnologias
  • Produtores de conteúdo – Os provedores de conteúdo ficarão responsáveis pela criação e edição de mídia, que será disponibilizada aos provedores de acesso.

JUSTIFICATIVA

Os provedores de telecomunicação apostam na convergência dos produtos de entretenimento fornecidos aos usuários, e vêem se criando dessa convergência a grande tendência no setor de telecomunicação. O conceito de transmitir vídeos sobre a tecnologia IP não é nova, porém apenas recentemente essa tendência se expressa de maneira tão clara e objetiva. A pressão mercadológica foram os principais motivadores para a grande cartada dos serviços de IPTV.

O IPTV só está sendo difundido devido à quebra de barreira tecnológica e á fusão dos setores de comunicações, contribuindo diretamente para a consolidação dessa tendência.

A lista dos participantes da tendência IPTV vem crescendo e se expandem nos quatro (4) continentes, as operadoras ao redor do mundo que lançaram ou tem projetos do serviços IPTV em escala comercial e técnica  são diversas: Na Europa se destacam: França (FTLD – France Telecom), Itália (Itália Telecom e FastWeb), Espanha (Telefonica), Suíça (Swisscom). As referidas operadoras estão em estágios variados de testes ou implementação comercial. Nos EUA (Estados Unidos da América) as principais provedoras de serviços, já estão oferecendo os serviços aos usuários os provedores em destaque são: BellSouth, SBC, Verizon, AT&T e GBLX-Global Crossing. Os provedores asiáticos ganham destaque no mercado IPTV, tornando-se os principais provedores do serviço em destaque: Japão (PCCW e Yahoo!Broadband) e na China (Chungwa).

No Brasil o IPTV ainda está e fase de testes, e não dispõe de data para o lançamento do serviço, até a data em que publicamos essa monografia a ANATEL- Agencia Nacional de Telecomunicação não tinha regulamentado o serviço IPTV. Entre os principais provedores de telecomunicação no Brasil destacamos: Brasil Telecom, OI e Telefonica.

Além do grande movimento massivo dos provedores de telecomunicação, rumo a serviços IPTV, existem muitos desafios para transformar os testes em implementações de grande escala.

No contexto de complexidade dos serviços de IPTV se faz necessário à adoção de uma metodologia estruturada que servirão de base para a análise das tecnologias utilizadas pelos engenheiros de telecomunicação e análise técnico-econômica as introduções dos serviços convergentes de IPTV.  Tal metodologia servirá de apoio às equipes na qual tem um árduo trabalho de implementação das tecnologias atuais, delineando uma arquitetura tecnológica adequada e flexível, aceitando introduções de novas tecnologias menos traumáticas.

MOTIVADORES E DESAFIOS AO IPTV

As adoções do IPTV pelos provedores de serviços, provedores de conteúdos e usuários (assinantes) estão classificadas em diversos motivos e desafios:

  • Concorrência com os provedores de TV a cabo, que também estão oferecendo serviços integrados (TV digital, voz e dados) denominados como pacotes TRIPLE PLAY.
  • A tecnologia IPTV oferta diversos diferenciais à comparação dos serviços hoje existente de Televisão. Alem dos serviços básicos como a transmissão de TV via broadcast e VOD – Video on Demand, o IPTV é capaz de oferecer altos níveis de interatividade que está longe do nível de serviços oferecido pelos seus concorrentes.
  • Alcance de novas fontes de receitas com base na estagnação e erosão das receitas de comunicação de TV, Dados e Voz.
  • A quebra de barreiras tecnológicas, como evolução das tecnologias de acesso à banda larga e reestruturação das redes dos provedores de telecomunicação.
  • Definição de modelos de negócios, escolha de atributos de negócios e adoção de uma estratégia comercial vencedora, atendendo aos requisitos dos usuários superando as ofertas já oferecidas (Satélite e TV a Cabo).
  • Estreitar os relacionamentos com os agregadores de conteúdo focando nas ofertas de programação diferenciada e de alta qualidade.
  • Aquisição de experiências em novas áreas voltadas para aquisição, manipulação e gestão dos conteúdos.
  • Avaliação dos impactos das implementações dos novos serviços sobre a infra estrutura tecnológica (redes de transmissão, plataformas de serviços e sistemas de gerenciamento). Avaliando o impacto de cada uma na viabilidade técnico-econômica do serviço, termos essenciais para promover a evolução tecnológica.

MODELO DE NEGÓCIO

O modelo de negócio da tecnologia IPTV está segmentada (representada) em atividades e funções, cada qual com suas cinco (5) etapas correlacionadas conforme ilustrado na figura (num):

Figura 100 - Cadeia de valor IPTV

Figura 2.0 : Cadeias de valores da tecnologia IPTV

  • Produção de conteúdo: nessa fase estão inclusos todos os responsáveis pela produção dos conteúdos (ex.: produtoras, estúdios cinematográfico, produtores independentes), fornecendo conteúdos para terceiros, limitando o conteúdo através de licenças ou venda.
  • Agregação de conteúdo: as fontes de conteúdos de terceiros são formatadas pelos agregadores, que na sequência entregam as grades de pacotes com canais e conteúdo sob demanda aos provedores de serviços.

  • Operação e entrega do serviço: os provedores de serviços são os responsáveis pelo processamento e entrega do conteúdo ao usuário final (cliente), através de diversificadas fontes, utilizando a rede IP.
  • Transporte IP: a rede de transporte faz o encaminhamento do conteúdo processado ao usuário final da mesma forma que recebeu, sem realizar alterações, na qual denominamos como redes de entrega de conteúdo CDNs – Content Delivery Networks), armazenando o conteúdo mais próximo do cliente (BNs – Build Nodes), melhorando assim a sua experiência.
  • Consumo de conteúdo: o beneficiário do conteúdo (assinante da tecnologia).

É importante ressaltar que os elos da cadeia de provedor de serviço e provedor de rede estão separados, pois possuem atividades distintas, porém na prática os dois papéis constituem, em geral, a mesma entidade, o provedor de telecomunicação.

OFERTA E USO DOS SERVIÇOS DE IPTV

A tecnologia IPTV é uma abertura para o universo de produtos e serviços participativos, tais como: redes sociais, serviços de mensagens instantâneas, videoconferência, games, ensino à distância, que no contexto desta nova TV Digital Interativa está muito além de filmes e programas de auditório com qualidade de imagem digital.

O serviço IPTV é provido individualmente a cada cliente através de seu enlace com a provedora de acesso, diferentemente do que ocorre nos sistemas de TV a cabo e via satélite. A exclusividade do canal permite fazer não só o broadcast (difusão) de um programa de TV para vários assinantes, como oferecer vídeo sobre demanda (VoD), programação com atraso (Timeshift broadcast) e download de arquivos para exibição posterior. Essa cesta de ofertas de serviços de entretenimento e interatividade do usuário e o controle do assinante sobre sua TV podem trazer um diferencial competitivo significativo ao serviço IPTV.

Iremos abordar o conjunto de serviços que compõem a oferta do IPTV antes de detalhar as tecnologias da plataforma.

Os serviços de IPTV tradicionais são direcionados aos vídeos entregues via broadcast ou sob demanda, porém a evolução da tecnologia vai além, partindo para o mais alto nível de sofisticação e escala, porém este estágio da tecnologia ao redor do mundo está em fase inicial, onde algumas definições ainda não foram exploradas, surgindo conforme à medida que as infra estruturas ganham implementações e as ofertas ganham volume.

As categorias dos serviços estão segmentado da seguinte forma: comunicação, entretenimento, comércio, vídeo, áudio e utilitários conforme detalhado na figura 9.0:

Figura 100 - Modelo de referência - serviços IPTV

Figura 9.0 – Modelo de referência – serviços IPTV Fonte: adaptado de adaptado de Book Understand IPTV – Gilbert Held

VIDEO

Os serviços de vídeos abordam as duas principais categorias – Broadcast de vídeo e vídeo armazenado. A Televisão aberta ou pay per view (paga) utiliza a tradicional categoria de transmissão – Broadcast de vídeo, delineando a forma de transmissão em canais e grades de programação, constituíndo a raiz de um serviço de Televisão.

Com grande potencial e diversas variações comparado ao serviço tradicional de TV, destacamos os serviços de vídeo armazenado, fornecendo ao assinante (usuário final) experiência e uma personalização muito rica, permitindo que o assinante defina o conteúdo de que deseja assistir e quando assistir, garantindo disponibilidade de tempo ao usuário final. Os serviços de vídeo armazenado também possuem vantagens como controle e gerenciamento do conteúdo armazenado, permitindo que as funções como play, stop, rewind, fast forward, possam ser manuseados aos aparelhos tecnológicos DVD, Blue Ray etc. Os exemplos que englobam essa categoria são:

  • Vídeo on Demand (VOD): os serviços permitem que o assinante obtenha o seu conteúdo sob demanda, selecionando a programação que deseja assistir e quando assistir, conteúdos que estarão listados em uma lista com uma extensa variância, como filmes, novelas, desenhos animados, entre outros programas. Os serviços sob demanda estão listados em modalidades variadas como, por exemplo: near VOD (nVOD), onde os usuários poderão escolher em horários pré definidos (ex.: uma em uma hora ou intervalos maiores ou menores) quando vai iniciar a exibição do conteúdo (programas escolhidos); subscription VOD (sVOD) no serviço o usuário pagará apenas aquilo que consumir (assistir); free VOD (fVOD), o conteúdo sob demanda é fornecido ao usuário de forma gratuita; e o serviço vídeo on demand (VOD), conforme descrito o usuário pagará pelo conteúdo disponibilizado.
  • Virtual Channels: os canais virtuais estão associado com o serviços near VOD (nVOD), na qual os provedores de serviços disponibilizarão conteúdos pré selecionados. Por exemplo, canais virtuais com conteúdos temáticos exibidos sequencialmente.
  • Time-shifted TV: o usuário tem todo o controle do conteúdo broadcast, podendo, pausar, avançar ou retroceder o conteúdo, de acordo com a sua necessidade.
  • Personal Video Recorder (PVR) ou Digital Video Recorder (DVR): permite ao usuário criar gravações de vídeos pessoais ou digitais de acordo com as regras pré estabelecidas, na quais são controladas pelos gerenciamentos de direitos digitais (DRM). Os sistemas de gravações são análogos aos de um vídeo cassete. No IPTV armazenamos o conteúdo nos denominados Customer Premisses Equipment (CPE), instalado in loco, ou então em unidades de armazenamento na rede do provedor de acesso conhecido como PVR (nPVR).

Existem basicamente dois formatos de definição:

  • High Definition Television (HDTV): denominado como televisão de alta definição o HDTV, possui vantagens quando comparamos a qualidade do som e imagem, que por conseqüência, exigem uma grande quantidade de banda.

  • Standard Definition Television (SDTV): análoga a qualidade dos serviços fornecidos por TV paga.

Ilustramos na tabela 9.1 um comparativo entre os formatos:

Figura 100 - Comparativo entre formatos

Figura 9.1 – Comparativo entre formatos Fonte: adaptado de ISSN 0103-9741 – Tese IPTV, Conceitos, padrões e Soluções [Leandro Rodrigues]

ÁUDIO

Os serviços de áudio estão classificados em duas categorias, na qual se divide em música sob demanda e broadcast de música

  • Música sob demanda: permite que o usuário selecione as músicas de sua preferência através de uma lista pré classificada, permitindo que o usuário crie suas coleções personalizadas.

  • Broadcast de música: os serviços já são entregues pelos provedores de TV a cabo, na qual define serviços de transmissão de estações de rádio tradicionais, ou quando a produção é da própria provedora do serviço.

COMUNICAÇÃO

Os provedores de serviços oferecem aos usuários uma integração dos serviços de comunicação, adicionando funcionalidades avançadas aos serviços tradicionais de telefonia e acesso à internet. Associamos as novas funcionalidades de comunicação em duas categorias:

  • Internet: conjuntos de serviços que permitem criar facilidades da internet para a televisão, como por exemplo, desenvolvimento de portais na web para utilização via TV.

  • Telefonia: citamos como exemplo, a vídeo conferência ou vídeo telefonia, onde encontramos facilidades estendidas aos usuários de serviços de telefonias utilizando a TV.

ENTRETENIMENTO

Incluímos na categoria alguns serviços de jogos com uma variação de sofisticação e complexidade, desde os mais simples denominados como – single-player – aos jogos mais sofisticados como – multi-player – que trazem diversos recursos em 3D (tridimensional), também denominados como Massively Multiplayer Online Games (MMOG). O Karaokê é outro que se destaca na categoria de entretenimento alem de apostas online.

UTILITÁRIOS

A categoria fornece ao público corporativo ou residencial (home) uma lista com variados serviços utilitários, por exemplo, aplicações para o setor hoteleiro, e-learning, automação residencial etc.

COMÉRCIO

Através da TV listamos uma série de bens e serviços associado ao comércio, na qual denominamos como t-commerce (telecommerce). Análogo ao conceito de e-commerce essa aplicação possui interatividades adaptadas para a TV, incluímos os serviços de propaganda direcionada e interativa.

QUALIDADE DO SERVIÇO IPTV

Visando a garantia de qualidade dos serviços enunciados focamos na abordagem da infra estrutura escolhida, considerações relevantes à arquitetura, codificadores, protocolos e meios de transportes eficientes, além da metodologia especifica escolhida para garantir a qualidade do serviço ao assinante (usuário final). Abordaremos à frente um melhor detalhamento sobre qualidade de serviços, utilizando métodos eficientes como QOS – Quality of Service e QOE – Quality of Experience.

LIMITAÇÕES E POTENCIALIDADE

O IPTV vem com a proposta de mudar o modo de visualizarmos os conteúdos televisivos, em pequeno intervalo de tempo, a futurística tecnologia criará revoluções surpreendentes, mudanças que há anos não acontecem, desde o fim das válvulas até as modificações constantes nos pixels. O IPTV criará interatividades, serviços inovadores, soluções que até o momento não eram possíveis, devido à limitação da tecnologia adotada.

Da mesma forma que a tecnologia vem revolucionando temos que rever os modelos de negócio aplicado nos sistemas televisivos, fazendo com que a evolução aconteça em todas as áreas, criando um equilíbrio técnico-econômico de forma a rentabilizar o investimento despendido na arquitetura da tecnologia.

A grande aposta do IPTV é na convergência dos serviços quadri-play (DADOS, VOZ, TV E TELEFONIA MOVEL), porem a tecnologia exige grandes investimentos e esforços por parte das operadoras, de forma a agüentar o enorme tráfego que os serviços IPTV produzem. O multicast no nível de IP tem a função de minimizar o tráfego, isolando problemas como duplicação do conteúdo na rede, porém mesmo com o uso adequado do multicast se faz necessário a utilização de mecanismos que garanta a qualidade do IPTV entregue a residência do assinante.

CANAIS IPTV

A interatividade entre o usuário final (assinante) e provedor (conteúdo IPTV) é denominado como um canal IPTV, representado por topologias físicas da rede de dados do provedor ao cliente, os canais de IPTV são representado por três (3) tipos:

  • Canais auxiliares: apresentam informações (metadados) com referência ao conteúdo dos canais, tais como os guias de programas eletrônicos (EPG – Eletronic Program Guide) dentre outros exemplos, como no caso dos dados de cadastro dos usuários.
  • Canais de Conteúdo: associado aos tipos de mídias da tecnologia IPTV, através de downloads do conteúdo ou stream.
  • Canais interativos: meios de comunicações bidirecionais, atrelados a elementos externos da tecnologia IPTV como, por exemplo – servidores de email, serviços web na internet, assinantes de outras provedoras do serviço IPTV tanto para serviços fixo ou celular.

Figura 100 - Classificação dos canais IPTV

Figura 11.0 – Classificação de canais Fonte: adaptado de Tese IPTV, Conceitos, padrões e Soluções [Leandro Rodrigues]

CANAIS DE CONTEÚDO

Classificamos os canais de conteúdo em seis (6) categorias:

  • Assinatura: é a escolha de um plano oferecido pela operadora, mediante a assinatura do usuário, que normalmente são pacotes de serviços cobrados mensalmente durante toda vigência do plano, e compreende um conjunto de canais pré-definidos de broadcast e sob demanda.
  • À La-Carte: o canal é obtido de forma individual (para cada canal) mediante a um único pagamento.
  • Broadcast: análogos aos canais oferecidos na TV aberta e paga, não se faz necessário ao provedor de serviço armazenar o conteúdo após a sua exibição, limitando o usuário a escolha dos horários de transmissão. Os canais são transmitidos na forma de stream de dados. Na tecnologia IPTV os canais do tipo broadcast são transmitidos através de ­multicast, transmissão de muitos-para-muitos, onde um elemento de rede realiza a transmissão de pacotes simultaneamente para um grupo fechado de destinatários.
  • Sob-demanda: o usuário (assinante) tem o direito a utilizar o conteúdo disponibilizado (armazenado) e ofertado na forma de download do conteúdo, permitindo o seu uso quando desejar.

Com foco aos principais requisitos de segurança, classificamos os canais em duas categorias

  • Protegidos: a visualização do conteúdo exige uma autenticação, como forma de proteger o conteúdo. A fonte primária de receita dos canais protegidos é o próprio conteúdo do canal. Na categoria dos canais protegidos encontramos uma variedade de canais encontrados em TVs por assinatura, como, por exemplo, os canais: básicos, Premium, Pay-Per-View e sob demanda, sendo os canais básicos e Premium os mais utilizados pelos assinantes.
  • Abertos: não requer nenhum tipo de proteção, sem restrições de uso ou visualização, o seu conteúdo não requer assinaturas, exemplos de canais abertos: (canais de organizações não governamentais – ONGs).

Figura 100 - Exemplo de classificação de canais

Tabela  (num): Exemplos de Classificação de canais
(fonte: adaptado de xxxxxxxxx)

PERSONALIZAÇÃO DO CONTEÚDO IPTV

A grande diferenciação dos serviços IPTV é a forma de oferta dos conteúdos comparados aos sistemas tradicionais, onde denominamos de personalização.

Os sistemas tradicionais de TV enviam o mesmo conteúdo a todos os usuários interligados dentro da mesma área geográfica na qual denominamos de (conteúdo regionalizado), porém em um ambiente IPTV podemos encaminhar conteúdos diferenciados a grupos distintos, de acordo com critérios estipulados. Para criarmos a personalização do usuário (que faz a requisição) é necessário criar uma pré-classificação, estipulando regras explicitas. É possível também utilizar canais de unicast para individualizar o conteúdo por assinante.

DIMENSÕES DE ANÁLISE DO SERVIÇO IPTV

Classificamos as dimensões de análise do serviço de TV sob rede IP em cinco categorias, destacamos cada dimensão na figura 12.0:

Figura 12.0: Classificação das dimensões de análise

Figura 100 - Dimensões de análise do serviço IPTV

Figura 12.0 – Classificação das dimensões de análise
Fonte: adaptado de IPTV Focus Group

  • Operacional: tem a responsabilidade em analisar o impacto do IPTV nos processos de negócio e suporte do provedor de telecomunicação. Através do mapeamento dos processos do novo serviço é possível identificar as adaptações necessárias nos processos operacionais.
  • Tecnológica: avaliamos as questões de cunho tecnológico, que demonstram certa relevância para a prestação do serviço IPTV. Os requisitos identificados na dimensão de marketing são transportados para arquiteturas tecnológicas, prioritária para a prestação de serviço.
  • Econômica: avaliamos e validamos o sentido econômico do lançamento do serviço IPTV. A dimensão econômica possui um grande elo com todas as dimensões do serviço, analisando a definição do serviço com condições de contorno frente as dimensões de operações, mercadológica, marketing, tecnológica, e regulatório,se é viável ou se trará um grande valor para a provedora de serviço.
  • Regulatória: analisamos as questões regulatórias na introdução do serviço, baseando-se na natureza do setor de telecomunicações, durante as etapas é verificado se o serviço projetado está em acordo com o arcabouço regulatório, residente no mercado em que a operadora está atuando.
  • Mercadológica: denominamos a dimensão como marketing, na qual avaliamos às questão pertinente quanto aos ambientes de negócios do serviço IPTV, avaliando a oferta, demanda e dinâmica que o mercado IPTV oferece. A oferta é identificada através da dinâmica competitiva da indústria e da concorrência, quanto à especificação dos detalhes do serviço. Na análise da demanda avaliamos as questões de consumo do assinante, desde os requisitos até a potencialidade do serviço no mercado.

Dentre as dimensões supracitadas, focalizamos duas principais dimensões – tecnológicas e econômicas, conforme ilustrado na figura 12.0.1:

Figura 100 - Dimensões tecnico-economica

Figura 12.0.1 – Foco na principais dimensões (tecnológico e econômica)
Fonte: adaptado de IPTV Focus Group

Delineamos os principais processos de avaliação dos serviços IPTV nas duas vertentes:

  • Tecnológica: consideramos o impacto das implementações e aprovisionamento dos novos serviços na arquitetura tecnológica das redes dos provedores do serviço, levantando os requisitos de infra estrutura delineadas para suportar a demanda da oferta do IPTV, levando em consideração a necessidade de adaptação das redes convergentes, e alternativas plausíveis, analisando os riscos, benefícios e desvantagens.
  • Econômica: analise da viabilidade e custos que o novo serviço oferta, arcabouço para construção de uma modelagem econômica, contribuindo para identificação das condições financeiras dos elementos envolvidos.

HOME DOMAIN GATEWAY (HDG)

O HDG é definido como ponto inicial (entrada) para os serviços de IPTV, os conteúdos e as licenças devem passar por ele, pois ele provê em um domínio doméstico. Após a contratação do serviço de IPTV, o HDG deve ser obrigatoriamente registrado junto ao provedor. Após o processo de iniciação o HDG passa pelo processo de autenticação.

O processo de autenticação no serviço de IPTV permite que somente o usuário autorizado tenha acesso aos serviços e conteúdos. A autenticidade do usuário é feita de acordo com as regras de modelo estipulados pelo provedor de serviços, através do modelo de negócio de cada um, seguindo os processos pré-definidos durante o registro do HDG. Para visualização de um ou mais canais da programação, é necessário o envio de uma requisição ao SDP na qual detalhamos nos capítulos (num – EPG), com o horário de inicio e duração que deseja a visualização. Se o conteúdo estiver protegido por DRM, o HDG deverá solicitar ao LS o respectivo RSO do conteúdo usando a chave pública do usuário definida durante a etapa de registro do HDG, que automaticamente emite uma requisição para transmissão do conteúdo via multicast ou unicast, dependendo do tipo de canal.

A figura 13.1 ilustra a composição dos módulos do HDG:

Figura 100 - Módulos do HDG

Figura 13.0 – Módulos do HDG[60] Fonte: adaptado de IPTV[72] Focus Group

Em uma arquitetura básica do serviço IPTV, podemos integrar os dispositivos de domínio doméstico e o HDG, ofertando funcionalidades do ambiente, a um especifico aparelho, como, por exemplo, o Set-Top Box (STB). O STB garante as funcionalidades do ambiente IPTV à TV convencional ou Computador Pessoal (PC) constituído por um software com suporte ao IPTV.

Detalhamos os módulos e suas especificações:

  • Domain Manager (Gerenciador de Domínio): É responsável pelo gerenciamento do domínio adicionando e removendo os dispositivos dos domínios.
  • Content Manager (Gerenciador de Conteúdo): Interage com o provedor e realiza a tratativa das requisições e distribuição do conteúdo, conforme a capacidade de cada dispositivo.
  • License Manager: (Gerenciador de licença): Interage com o provedor de IPTV, solicitando as licenças de uso do conteúdo e distribui as políticas relacionadas ao conteúdo para os módulos apropriados dentro do HDG.
  • QOS Control (Quality Of Service control): Garante que a qualidade do serviço atenda os requisitos de qualidades dentro do domínio, sendo controlada por uma única entidade que pode ser tanto o próprio provedor do serviço IPTV ou como outra entidade isolada.

EPG – ELETRONIC PROGRAM GUIDE

Canal auxiliar de facilidades dos usuários (assinantes), na qual informa através de um sistema a programação dos canais de conteúdo. Permite a interação do usuário com a oferta de conteúdo, informando a disponibilidade em cada canal em um dado momento, onde não há restrições entre as categorias de canais broadcast ou sob demanda. O EPG é um guia interativo, na qual são controlados através de um controle remoto, permitindo que o cliente tenha acesso à programação atual ou futuras programações.

O EPG possui informações detalhadas dos conteúdos e suas disponibilidades em determinados canais, tais como, titulo, atores, making of, sinopse, duração, entre outros, auxiliando o usuário na escolha do conteúdo.

Além do metadados do conteúdo IPTV, o EPG cria indicações aos equipamentos dos usuários, ilustrando como o conteúdo deve ser acessado, como por exemplo, os endereços de IP multicast para os canais de broadcast e os endereços para fazer downloads para canais ON DEMAND.

O provedor de serviço é responsável por armazenar as informações contidas no EPG, quando solicitadas pelos usuários, a transmissão é realizada sob demanda 1:1 (um-para-um), em alguns sistemas mais complexos, o conteúdo é armazenado em cache no lado do usuário, otimizando o tempo de resposta, porém o sistema de cache é limitado quando o usuário deseja obter informações de programações futuras. O EPG possui funções específicas, como, por exemplo, ao suporte de gravações de vídeo pessoal Personal Video Recorder (PVR), onde o EPG é utilizado é associado a um dispositivo especializado que realizam gravações temporais, permitindo posteriormente a visualização do conteúdo com facilidades de pausa, replays, forward, etc., análogo as funções de um vídeo-cassete.

ACESSO AO EPG

Conforme visto no capitulo anterior o EPG, disponibiliza as informações de conteúdo ao HDG – Home Domain Gateway na frequência que as mesmas são requisitadas, o armazenamento das informações do EPG se concentram no provedor de serviço com base na limitação do HDG. Quando o usuário deseja visualizar a programação de canais é necessário, portanto, uma solicitação (requisição) ao provedor de serviço, informando parâmetros como: identificação dos canais e inicio e duração da programação. A figura (num) ilustra o processo de requisições ao EPG:

Figura 100 - Acesso ao EPG

Figura 14.1 – Processo de requisições ao EPG
Fonte: adaptado de IPTV Focus Group

REQUISIÇÃO DE CONTEÚDO

Quando o usuário confirma a escolha do conteúdo, o HDG envia uma requisição ao SDP – Service Distribution Provider, que por vez disponibiliza as informações armazenadas no EPG. No cenário onde se tem o conteúdo protegido por DRM – Digital Right Management, o SDP faz uma solicitação RSO – Rights and Service Object do conteúdo ao LS – License Server, na qual faz o encaminhamento utilizando uma chave pública do usuário, estabelecida durante a sessão de registro com o HDG. Dependendo da categoria do canal o HDG emite uma requisição para a transmissão do conteúdo via unicast ou multicast. O processo de requisição do conteúdo protegidos ou não por DRM é ilustrado na figura 15.0:

Figura 100 - Requisição de conteúdo

Figura 15.0 – Processo de requisições ao EPG
Fonte: adaptado de IPTV Focus Group

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